Treinador chega ao terceiro aniversário à frente da Amarelinha com dois títulos, medalha olímpica, 48 partidas e foco total na Copa do Mundo de 2027, que será disputada no Brasil.

Arthur Elias conquista a Copa América 2025 com a Seleção FemininaLívia Villas Boas/Staff Images/CBF
Arthur Elias completa nesta terça-feira (1º) três anos no comando da Seleção Brasileira Feminina. Anunciado pela CBF em 1º de setembro de 2023, o treinador chega à marca com números expressivos, conquistas importantes e uma missão cada vez mais próxima: preparar o Brasil para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada em casa.
Desde que assumiu a equipe, Arthur comandou a Seleção em 48 partidas, com 31 vitórias, cinco empates e 12 derrotas. Nesse período, o Brasil marcou 109 gols e sofreu 49, além de enfrentar 25 seleções diferentes. A média ofensiva também cresceu ao longo do ciclo e chegou a 2,5 gols por partida em 2026.
Duas conquistas e uma medalha olímpica
Os três primeiros anos de Arthur Elias também foram marcados por quatro finais. Em 2024, o Brasil chegou à decisão da Copa Ouro da Concacaf e terminou com o vice-campeonato após derrota por 1 a 0 para os Estados Unidos. Meses depois, a Seleção voltou a disputar uma final, desta vez nos Jogos Olímpicos de Paris.
A campanha olímpica teve momentos históricos. Nas quartas de final, o Brasil venceu a França pela primeira vez e, na semifinal, superou a então campeã mundial Espanha por 4 a 2. Na decisão, nova derrota por 1 a 0 para os Estados Unidos garantiu à Amarelinha a medalha de prata, repetindo as melhores campanhas brasileiras de 2004 e 2008.
Os títulos chegaram na sequência. Em 2025, a Seleção conquistou a Copa América Feminina de forma invicta. Já em abril de 2026, o Brasil levantou o troféu do FIFA Series, também sem derrotas, em Cuiabá.
99 jogadoras convocadas
Outro número que chama atenção no trabalho de Arthur Elias é a quantidade de atletas observadas. Foram 21 convocações e 99 jogadoras utilizadas, com média de idade de 26 anos. As atletas passaram por 41 clubes, 31 cidades e nove países, mostrando a amplitude do processo de avaliação realizado pela comissão técnica.
Segundo dados divulgados pela CBF, 50,8% das convocadas atuavam no Brasil, enquanto Estados Unidos e Espanha aparecem entre os principais mercados estrangeiros das jogadoras chamadas durante o período.
O ciclo também produziu resultados inéditos contra algumas das principais seleções do mundo. Além da primeira vitória sobre a França em Jogos Olímpicos, o Brasil venceu a Austrália pela primeira vez em território australiano e encerrou um jejum superior a dez anos diante dos Estados Unidos, conquistando também sua primeira vitória contra as norte-americanas fora de casa.
Olhar voltado para 2027
Depois de três anos ampliando opções e testando jogadoras, a tendência é de uma nova fase no trabalho. Arthur Elias já indicou que pretende trabalhar com um grupo mais recorrente conforme a Copa do Mundo se aproxima, buscando aumentar o entrosamento e consolidar o modelo de jogo da Seleção.
Com dois títulos, uma medalha olímpica, 109 gols marcados e 99 atletas observadas, o treinador entra no quarto ano de trabalho diante do maior desafio de seu ciclo: conduzir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2027 diante da torcida brasileira.
